IF Baiano supera desafio e forma engenheiros com deficiência
A convite do reitor do IF Baiano, Aécio José Araújo Passos e do diretor-geral do campus de Bom Jesus da Lapa, Geângelo de Matos Rosa, o presidente do Crea-BA, Joseval Carqueija, prestigiou na última sexta-feira (11) a Colação de Grau do curso de Engenharia Agronômica do IF Baiano – Campus de Bom Jesus da Lapa. A solenidade que ocorreu no Teatro Pedro de Oliveira Damascena, do Colégio Estadual Mosenhor Turíbio Vilanova, reuniu professores, familiares, formandos e demais autoridades. Entre os formandos, uma aluna com deficiência auditiva, que fez todo o curso com o acompanhamento de uma intérprete de libras.

“O que mais chamou atenção foi o importante do trabalho do intérprete, que tinha que receber o conteúdo da aula de forma antecipada para poder explicar a aula, isso sem formação em Agronomia. Questionei ao diretor o porquê de o interprete também não receber o diploma, já que estudou os cinco anos sem perder uma aula”, afirmou o presidente do Crea-BA, Joseval Carqueija, ressaltando o primoroso trabalho da instituição em superar as limitações, provando que não são impeditivos na formação de bons profissionais da área tecnológica.
A interprete de libras do If Baiano, Luciana Pereira, foi uma das responsáveis pela formação da engenheira agrônoma Celiane Dias Sá Teles, que possui deficiência auditiva e concluiu o curso no Campus Lapa. Ela falou sobre a importância do interprete de libras para a promoção da acessibilidade. “Garantimos que elas possam participar plenamente de eventos e atividades sociais. O IF Baiano, comprometido com a inclusão, reconhece a importância desse recurso humano e disponibiliza intérpretes de Libras em suas atividades”. Além de Luciana, a interprete Jaqueline Araújo também trabalhou para que a formanda pudesse celebrar sua conquista ao lado dos seus colegas e familiares.
A instituição formou também um engenheiro que perdeu os movimentos da mão direita e teve que reaprender a escrever com a esquerda. O que também chama atenção é que todo o processo inclusivo ocorreu em uma cidade, relativamente pequena do interior do Estado, e numa instituição pública.
Marcaram presença no evento, o diretor da UFOB, Tony Almeida, os engenheiros mecânicos Filipi Marques e Márcio Augusto, a engenheira eletricista e atual coordenadora do curso de engenharia elétrica, Stefania de Oliveira, e a engenheira agronômica e professora do IFBaiano, Elisa Feitag.
Nadja Pacheco