Fontes eólica e solar ampliam participação e reforçam protagonismo das renováveis no Brasil
O avanço das fontes eólica e solar continua transformando a matriz elétrica brasileira e ampliando a participação das energias renováveis no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que a capacidade eólica instalada no SIN chegou a 34,6 GW em julho de 2026, correspondendo a aproximadamente 13,7% da capacidade instalada acompanhada pelo operador. A geração solar também mantém trajetória de expansão, acompanhando a instalação de grandes empreendimentos centralizados e o crescimento da geração distribuída. (Fonte: ONS)
A expansão coloca o Brasil em posição privilegiada na transição energética. Regiões como o Nordeste concentram importantes projetos eólicos e solares devido às condições naturais favoráveis, transformando estados como Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí em importantes polos de geração renovável.
O crescimento, entretanto, traz novos desafios para a engenharia e para a operação do sistema elétrico. A ampliação das linhas de transmissão, sistemas de armazenamento e mecanismos de controle torna-se fundamental para aproveitar integralmente a energia produzida.
Um dos principais desafios é o chamado curtailment, situação em que parte da produção renovável precisa ser restringida por limitações da rede ou desequilíbrio momentâneo entre oferta e consumo. O próprio ONS classifica esse fenômeno como uma realidade estrutural de sistemas elétricos com elevada participação de fontes renováveis variáveis. (Fonte: ONS)
Assim, a nova etapa da transição energética brasileira não depende apenas da instalação de novos parques. Ela exigirá investimentos em transmissão, armazenamento, digitalização e planejamento para que o enorme potencial renovável brasileiro possa ser utilizado com segurança e eficiência.