Construção sustentável ganha escala e redefine padrões da engenharia mundial
A busca por edifícios mais eficientes e de baixo carbono está modificando os padrões da construção civil em diferentes partes do mundo e colocando sustentabilidade, eficiência energética e resiliência climática no centro dos projetos de engenharia.
O desafio é expressivo. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA/UNEP) acompanha anualmente a evolução das políticas, tecnologias, investimentos e soluções destinadas à descarbonização do setor de edificações e construção. (Fonte: UNEP)
Uma das principais ferramentas utilizadas pelos países são os códigos de construção. Segundo o UNEP, cerca de 85 países já possuem códigos que incorporam requisitos relacionados à eficiência energética e ao uso de energias renováveis. Apesar do avanço, uma parcela significativa das novas edificações construídas em economias emergentes ainda permanece fora do alcance dessas normas. (Fonte: UNEP)
Na prática, os novos padrões estimulam projetos com melhor isolamento térmico, iluminação natural, aproveitamento de água, geração renovável, materiais de menor pegada de carbono e sistemas inteligentes de gestão energética.
Outro movimento importante é a análise do ciclo de vida das edificações. O impacto ambiental deixa de ser avaliado apenas durante a utilização do prédio e passa a considerar também a produção dos materiais, transporte, construção, manutenção e eventual demolição.
A engenharia também precisa preparar os edifícios para temperaturas extremas, chuvas intensas, inundações e outros eventos relacionados às mudanças climáticas.
A tendência aponta para uma transformação profunda do setor: construir melhor não significa apenas erguer estruturas mais resistentes, mas desenvolver edificações capazes de consumir menos recursos, emitir menos carbono e oferecer maior conforto e resiliência ao longo de toda sua vida útil.