Ponte Salvador–Itaparica avança e entra em nova fase de implantação na Bahia
A Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, um dos maiores projetos de infraestrutura em desenvolvimento no Brasil, entrou em uma nova etapa em 2026, com o início das obras e a mobilização dos canteiros que darão suporte à construção sobre a Baía de Todos-os-Santos. O empreendimento integra um sistema rodoviário muito mais amplo do que a própria ponte, envolvendo novas ligações viárias, túneis, viadutos e intervenções na BA-001.
Com 12,4 quilômetros de extensão sobre o mar, a estrutura deverá se tornar um dos principais marcos da engenharia brasileira e um novo eixo de ligação entre Salvador, a Ilha de Itaparica e diferentes regiões do estado. O projeto é concebido não apenas como uma solução de mobilidade, mas como um vetor estratégico para logística, turismo, atração de investimentos e desenvolvimento econômico da Bahia.
Obras e estrutura de apoio
A implantação ganhou força ao longo de 2026. Em maio, mais de 800 toneladas de equipamentos e componentes provenientes da China desembarcaram no Porto de Salvador para distribuição entre os canteiros de São Roque do Paraguaçu e Vera Cruz. Segundo o Governo da Bahia, aproximadamente 10 mil toneladas de equipamentos deverão ser utilizadas na estruturação do canteiro da obra.
O empreendimento também avançou no campo ambiental. Em junho, foram publicados atos autorizativos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) que permitiram o início das intervenções ambientais necessárias à implantação do sistema rodoviário.
Um sistema viário de grande escala
A ponte é apenas a peça central do projeto. Em Salvador, estão previstas novas estruturas de conexão com o sistema viário existente, incluindo viadutos e dois novos túneis, além da integração com a região da Calçada/Água de Meninos e a Via Expressa. Na Ilha de Itaparica, o planejamento contempla nova variante rodoviária e intervenções na BA-001.
A concessionária responsável deverá implantar e operar um sistema rodoviário de aproximadamente 46 quilômetros, reunindo a ponte e as demais intervenções de infraestrutura associadas ao empreendimento.
Além dos desafios técnicos inerentes à construção de uma estrutura dessa dimensão em ambiente marítimo, o projeto deverá ter repercussões econômicas importantes. Estimativas oficiais apontam potencial de geração de cerca de 7 mil empregos e impactos sobre aproximadamente 250 municípios baianos, com efeitos esperados em setores como logística, indústria, comércio, serviços e mercado imobiliário.
Para a engenharia baiana, a Ponte Salvador–Itaparica representa uma obra de elevada complexidade técnica e uma oportunidade de acompanhar a aplicação de soluções de engenharia estrutural, geotecnia, infraestrutura rodoviária e construção marítima em grande escala.
Fonte da imagem: divulgação/renderização do projeto reproduzida pelo A TARDE.